De tempos a tempos dou por mim a procurar os fragmentos que não encontro e por entre pingos de água gelada e os ventos escaldantes, tento não desistir dessa procura, e tento não desistir porque acredito que no final irei encontrar alguma coisa. Alguma coisa que valerá a penao esforço e a persistência [algo que nem sempre arranjo] e acho que se não acreditar nisso, então não estou aqui a fazer nada e uma existência em que não se faz nada e na qual nada se ambiciona, talvez nem se possa designar de "existência", mas somente de marcar uma presença. Dentro dum saco misturo tudo o que tenho, e tudo o que tenho pode-se resumir a boas qualidades e más qualidades e tento sempre que o resultado final seja o melhor possível, seja aquele que consiga agradar o maior número de pessoas que de uma forma ou doutra estão relacionadas comigo. Tenho tido muito sucesso? Nem por isso.... Talvez o meu saco esteja rasgado e eu esteja a perder fragmentos importantes. Alguém dizia uma frase com a qual eu concordo [quase a 100% e quase sempre que penso nela]..."Uma coisa eu sei, não conheço a chave para o êxito, mas a chave para o fracasso é tentar agradar a todos". Não é minha intenção tornar-me maquiavélico, nem nada que se pareça, mas acho que tenho de ter mais atenção a certos pormenores e talvez ser menos ingénuo. As pessoas com quem posso contar são aquelas que me fazem acreditar que no final há sempre uma recompensa [e uma recmpensa pode ser apenas uma palavra, nada mais que isso] e não quero dizer com isso que se deve olhar para as coisas com segundas intenções, com interesses camuflados de boas vontades, pois isso também é meio caminho andado para o fracasso em todos os aspectos, da mesma forma que apanhar uma mentira ou uma falsidade é meio caminho andado para enfraquecer aquilo que me liga a outra pessoa. Neste momento essas ligações são o que me resta e espero que aqueles que, de alguma forma, estão em sincronia comigo, assim permaneçam tanto quanto for possível. Todos nós passamos por fases em que simplesmente queremos ficar fechados dentro da nossa carapaça, ouvir apenas o escuro e ver apenas os pensamentos, no entanto queremos também ter alguém cá fora quando regressarmos à claridade.

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